Vídeo

Alguns vídeos antes da PSM e também do período que a PSM atuou. Ah, e tem dessa volta mais recente também.

 

Raquel Marques – Janaína

Ano: 2016

Descrição: A parceria Raquel Marques, Guiba e Luiz deu tão certo que resolvemos que aos poucos iríamos compor mais algumas coisas. Eis que um dia Raquel me manda uma mensagem praticamente me obrigando a compor uma letra baseado numa estrofe que ela havia criado. Comecei a pensar e na mesma noite mostrei a letra de Janaína, que ela imediatamente musicou e dias depois gravamos. A coisa foi tão bacana que eu achei que precisava criar um vídeo, busquei imagens que remetessem ao mar e praia. Saiu essa colagem da qual eu tenho um grande carinho.

Raquel Marques – Nada Tem Alguma Coisa

Ano: 2016

Descrição: Depois do Traje de Rigor, Lambreta e outros amigos como o Guiba, Raquel, Fabi e Régis meio que me obrigaram a tomar vergonha na cara e terminar o meu livro. Assim foi no dia 31 de dezembro de 2015 e, em janeiro de 2016 decidi que poderia voltar para a poesia e outras formas de expressão. Por um pedido meu, Raquel Marques musicou dois poemas e, para um destes resolvi fazer um pequeno vídeo aproveitando ainda as sobras de filmes 8 e 16mm da minha família. Juntei cenas dos anos 60 e 70, editei e aí está o resultado.

Traje de Rigor – Promo Catarse

  • Ano: 2015
  • Descrição: Depois de anos longe da poesia, textos, música e qualquer outra ligada a arte, em 2014 eu voltei a escrever. Naquele ano comecei mais um blog em minha vida, o S.O.S. Nave Mãe. A minha relação com os blogs é bem antiga, meus primeiros sites foram no ano 2000 e peguei os blogs logo no comecinho. O Gustavo Lambreta é um amigo daquela época, nós já éramos amigos quando começamos a escrever em blogs diferentes. Ele sempre foi um cartunista de mão cheia e que eu admiro muito. Quando nos reencontramos em 2014, ele estava já se preparando para lançar sua primeia HQ solo, uma adaptação do conto Traje de Rigor, de Marcos Rey. A ideia tava indo bem e eu e o Guiba queríamos lançar por uma editora que estávamos começando a bolar. Só que aconteceram muitos problemas financeiros e a gente teve que abandonar o projeto. O Lambreta não podia desistir e decidiu fazer um financiamento coletivo pelo Catarse. Bom, lá fui eu sacar a velha câmera digital, tosquinha, bolar umas ideias e fiz um pequeno roteiro do que poderia ser um vídeo para divulgar o financiamento. Dessa forma eu marcava a minha volta na produção de qualquer coisa que me aparecesse, não importava se música, livro etc.

Arqueologia Urbana

  • Ano: 2008 (exibição) / 2005 (gravação)
  • Descrição: Em 2005 a PSM era passado, estava numa espécie de coma eterno. Não só a PSM como todos meus textos, poesias, blogs etc. Eu trabalhava com arqueologia e pela primeira vez estava com livre acesso a uma câmera digital. Comecei a fazer uns vídeos aleatórios, sobre arqueologia, sobre os lugares. Um desses vídeos mostrava o nosso trabalho na Avenida Faria Lima, onde hoje é a Estação Faria Lima do Metrô Linha Amarela, em São Paulo. Esse vídeo era sem compromisso com nada. Em 2007 eu estava tentando viver de qualquer coisa, a DDI Filmes era um projeto de produtora em que, com a ajuda do meu velho amigo Guiba, iria dar vazão para alguns roteiros que vinha escrevendo. Só que a coisa não vingou, estávamos sem dinheiro, eu com os meus problemas de sempre e tudo ia se murchando até que surgiu o Fiz TV. O Fiz TV era um canal criado pelo Grupo Abril para divulgar apenas conteúdo independente e publicado na plataforma da emissora. Eu comecei a produzir com o que tinha e achei esse velho vídeo em algum backup de DVD. Mandei e ele foi transmitido no ar, junto com mais outros 3 vídeos. Recebi uma graninha por isso, bem pouco pra ser sincero, mas a ideia tava lá. Só que vieram as obrigações da vida adulta, o trabalho na indústria gráfica e eu abandonei de vez a DDI Filmes em 2009 com o final do Fiz TV.

Silent Sight – Distant Land

  • Ano: 2007
  • Descrição: Em 1998 o Silent Sight praticamente já não existia mais e eu estava morando no interior de São Paulo. Havia parado com tudo, os equipamentos estavam jogados num canto e um certo dia apareceu em minha porta um pessoal que era de uma banda chamada Voodoo Blues. Eu tinha feito uns dois shows com eles em 97 e agora eles tinham uma nova formação, uma nova identidade. Era o começo do Panduê. Emprestei meu equipamento e depois fui acompanhá-los num show na Esalq. Eles sumiram, eu voltei pra São Paulo e entre 99 e 2000 trabalhei num teatro como técnico de som e iluminação. No final de 2000 o Panduê reapareceu e começamos um belo trabalho de shows em bares, universidades, festas. Agora o equipamento era pesado, com gravador de rolo, mesa de 24 canais, um tremenda estrutura pra quem era totalmente independente. Tudo ia aparentemente bem, mas em 2001 problemas pessoais, drogas e outras coisas racharam o Panduê. Eu fiquei sem minha banda pra produzir, fui atrás de outras e não encontrava aquela liga. Tudo que era da PSM Produções foi vendido no interior de São Paulo. Em 2003 eu ainda tive uma banda, a última e a qual mais me diverti tocando: A Bandita. Com a Bandita num fiz nada com a PSM Produções, a coisa era ir lá, compor, tocar, se divertir. No final do mesmo ano entrei pra arqueologia e a minha ligação com a música, poesia, literatura e tudo mais entrou no coma oficial da PSM. Em 2006, morando em Porto Seguro, Bahia. Quase tudo que eu havia feito se perdeu, algumas coisas já tinham sido apagadas “voluntariamente”, mas em 6 meses o mofo dominou fitas e mais fitas de gravação. Em áudio eu tinha mais de 40 horas de fitas, em vídeo algo perto de 20 horas.Muito pouco se salvou e em 2007, quando já estava em São Paulo novamente, decidi fazer um resgate do que fosse possível. Criei a DDI Filmes, com a ideia de refazer o que era a PSM, só que um pouco diferente. Fiz 2 CDs com o que tinha melhor de áudio e um DVD com o show do Over Drive e outros momentos. Aproveitei e dei uso para uns filmes em 16mm que meu pai havia feito 50 anos antes, em Santos, São Paulo, Furnas e Brasília. Saiu o primeiro e único clipe do Silent Sight, o Distant Land.

Silent Sight – Manowar (Ao Vivo no Overdrive)

  • Ano:1997
  • Descrição: Depois que o Niperkin acabou eu realmente levei a sério a coisa da PSM Produções e, sem grana, equipamentos ou contatos comecei a correr atrás de lugares pra fazer shows de rock. O primeiro lugar foi um bar em Santana chamado Chopp Center Bar, que tinha um palco minúsculo e poucos equipamentos e de qualidade bem duvidosa. Em outubro daquele ano, com algumas bandas covers fiz a minha primeira produção, que era pra ser um desastre. Na noite anterior haviam roubado todos os equipamentos e, sem a ajuda de desconhecidos e conhecidos, quase o show não rolou. A coisa foi indo e fiz alguns shows, nesse meio tempo a minha relação com o Guiba e Daniel deu uma esfriada, eles montaram uma banda em 1996, o Silent Sight e estavam realmente levando a sério a coisa de tocar heavy metal. Eu nunca fui um grande fã de metal, meu negócio era outro. No começo do Silent Sight eu não participava em nada do que eles faziam, por conta talvez de algumas desavenças logo após o fim do Niperkin. Acontece que o tempo passa e no final de 96 e início de 97 começamos a fazer coisas juntos. Logo no início de 97 saiu a primeira fita-demo do Silent Sight e em março do mesmo ano o primeiro show num bar em Santana que estava reabrindo, o Over Drive Bar, abrindo para uma banda chamada Black Eyes. Depois disso mudou-se o baterista e a banda fez algumas novas gravações. Em abril de 1997 então fizemos mais um show no Over Drive, e foi o primeiro que fiz com o meus amigos em que realmente fiz um trabalho grande de divulgação e preparação. Gravamos em áudio, tínhamos duas câmeras e colei cartazes por todos os cantos de SP. O resultado foi uma casa lotada, um lugar minúsculo com umas 100 pessoas batendo a cabeça. Essa é uma pequena amostra do que foi aquilo.

Niperkin – The Prophecy / Battlefiel (Ao Vivo no Aeroanta)

  • Ano: 1995
  • Descrição: Final de 1994 e eu já tinha saído do Scare Crow fazia uns bons meses. Depois disso a banda acabou, bem como a minha parceria musical com o Daniel na PSM. O Mário “Rex” tinha montado uma banda chamada Lost Cause com o André (guitarrista) e com o Thiago “Wally” (baixista). Eles estavam levando a coisa mais sério do que a gente no PSM e no Scare Crow, ensaiando em estúdio e tudo mais. Um dia eles me chamaram para assumir a bateria e lá fui eu. Só que o vocal do Rex não estava funcionando e aí a gente meio que colocou ele pra fora, ou ele também já não estava curtindo muito as coisas como elas estavam rolando. Só que o André já tinha conseguido uma participação da gente num festival no Aeroanta, que era o lugar mais legal pra shows underground de São Paulo. Então a situação ficou complicada, sem vocalista, com show e, faltando algumas poucas semanas o baixista Thiago “Wally” decidiu pular fora. Corri atrás de Guiba e Fabiano que assumiram o baixo e a guitarra respectivamente, assim como o André ficou nos vocais e guitarra. A banda mudou de nome e passou a se chamar Niperkin. Fizemos um show que foi um desastre. No dia 02 de julho de 1995 tocamos por 30 minutos, com uma bela aparelhagem, equipe de filmagem e o escambau. O problema é que ninguém se ouvia nos retornos e o nervosismo também prejudicou muito. Saímos de lá sabendo que a banda não ia durar muito depois daquilo, mas eu fiquei com uma certeza: meu negócio não era tocar, era estar nos bastidores pro que der e vier.

PSM – Pão Com Presunto

  • Ano: 1994
  • Descrição: Por sabermos que o Scare Crow era ruim demais, eu e o Daniel decidimos fazer algo pior. Uma banda de duas pessoas, uma dupla que tocasse um som bruto, autoral e completamente improvisado. Junto com o PSM surgiu o Estúdio Sala 31, que era na verdade um estúdio de gravação improvisado dentro do meu apartamento. Não tínhamos equipamento e o meu sonho de consumo era um gravador de 4 pistas em fita k7. A gente já fazia muita gambiarra pra editar vídeos e foi aí que a gente “aprendeu” a editar som com o que havia disponível, com poucos microfones e gravadores disponíveis, sempre apelando pra sorte e pras técnicas mais bizarras possíveis. Como banda  o PSM não tinha uma cara, a gente fazia desde música instrumental, punk extremamente acelerado, forró com rock e até baladinha soturna. Pão Com Presunto é uma música instrumental desse nosso primeiro e único EP.

SCARE CROW – Ensaios

  • Ano: 1993/1994
  • Descrição: No começo de 1993 eu ganhei uma bateria e montei uma banda com o meu amigo Guiba (baixo), o primo dele, Sol (Guitarra) e um amigo de escola do Guiba, Eloy (Guitarra).  A verdade é que eu nem sei o nome dessa banda que não durou nem o mês de junho em que foi formada. Em julho o Daniel apresentou um primo dele, o Fabiano, que tocava guitarra e assim formamos inicialmente um trio (Luiz, Guiba e Fabiano) chamado Scare Crow. A gente procurava um vocalista e no final daquele ano veio o Mario “Rex”, meu amigo de escola pra se juntar com a gente. Filmamos muitas coisas, gravamos em áudio poucas. De áudio não sobrou nada, de vídeo deve tem cerca de uns 10 minutos que registram nossos primeiros ensaios na sala do meu apartamento e na piscina do prédio em que eu, Guiba e Daniel morávamos. Foi nesse período que montei com o Daniel a banda PSM e o fanzine Heavy Rock. O vídeo tem um pouco desses ensaios do Scare Crow, que acabou naquele mesmo ano de 1994 e alguns poucos segundos de um ensaio meu e do Daniel no corredor de um dos andares do prédio (a gente deixou a câmera ligada por umas duas horas, mas perdi tudo para o mofo da Bahia anos depois).

MICTORY 2 – A Vingança de Bach

  • Ano: 1991
  • Descrição: No final de 1990, meu amigo Daniel Queiroz pegou uma câmera VHS do pai e, influenciados por vários filmes de terror fizemos nosso primeiro curta chamado “Blooding in the building” (é, a gente tava numa coisa de fazer filme de terror com nome em inglês). Esse filme era bem tosco e foi apagado acidentalmente pela família do Daniel quando eles decidiram filmar um sobrinho. Só que a gente não parou por aí e decidiu fazer um filme mais cabeça, o “Mictory 2 – A Vingança de Bach”, que nada mais era do que uma coleção de pequenas ideias, esquetes, teasers ou sei lá o que. A verdade é que a gente queria causar, mesmo tendo nem 12 anos completos. Esse vídeo sobreviveu sabe-se lá por qual motivo, talvez porque é ruim demais, só isso. (Detalhe: Os créditos só foram colocados alguns anos depois.